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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Orlando Silva, ministro do Esporte, vai deixar o cargo, diz jornal



Segundo "O Globo", ele entregará carta de demissão na tarde desta quarta-feira em encontro com a presidente Dilma Rousseff

  GLOBOESPORTE.COM
 
Ministro Orlando Silva coletiva em Guadalajara (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com) 
 
Orlando Silva entregará carta de demissão para a
Dilma (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)
 
O ministro do Esporte, Orlando Silva, vai entregar carta de demissão na tarde desta quarta-feira em encontro com a presidente Dilma Rousseff. Segundo o jornal "O Globo", a decisão foi tomada na manhã desta quarta-feira em reunião no Palácio do Planalto com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, além dos líderes do partido na Câmara, Osmar Júnior, e no Senado, Inácio Arruda.

A crise enfrentada pelo ministro começou no último dia 15, quando a revista "Veja" fez uma denúncia o acusando de participação em um esquema de desvio de dinheiro público. Segundo a reportagem, o policial militar João Dias Ferreira, preso em 2010 pela polícia de Brasília, disse que o político, coordenador principal da preparação brasileira para a Copa do Mundo 2014, teria atuado como gerente de um esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, do ministério, e até recebido em mãos dinheiro do mesmo. O programa libera verba para compra de materiais esportivos e alimentação de crianças carentes em projetos relacionados a esportes e é baseado em parcerias com prefeituras, governos estaduais e ONGs.
No mesmo dia, o ministro, que estava na cidade de Guadalajara-MEX acompanhando o primeiro dia dos Jogos Pan-Americanos, concedeu uma entrevista coletiva e se mostrou indignado.

- De pronto, quero repudiar as mentiras que foram publicadas. Causou surpresa o conjunto de invenções e calúnias - disse na ocasião.
Desde estão, Orlando Silva vem sendo muito pressionado, principalmente por parte da oposição. No início da semana surgiu nova denúncia: outro programa do governo, o Pintando a Cidadania, depositou cerca de R$ 1,3 milhão em contas de fantasmas. O valor teria sido destinado para empresas sem relação com o produto vendido para a ação, que foi criada para "fomentar a prática do esporte por meio de distribuição gratuita de material esportivo e promover a inclusão social de pessoas de comunidades reconhecidamente carentes.

Na terça-feira, durante uma audiência na comissão especial que analisa o projeto da Lei Geral da Copa, o ministro foi duramente questionado pela opocisão, que pediu sua renúncia. O evento teve momentos de tensão. O líder do PPS, deputado Rubens Bueno, deixou a sessão após o presidente da comissão, deputado Renan Filho, impedi-lo de falar. Bueno saiu aos gritos, afirmando que o presidente estava realizando uma "blindagem do jogo trilho da roubalheira do esporte no mundo: a Fifa, a CBF e o Ministério do Esporte"

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