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quarta-feira, 31 de março de 2010

Por onde andam os ex-vencedores do BBB?

Após ter faturado ontem 1,5 milhões de reais na décima edição do Big Brother Brasil, Marcelo Dourado é o novo milionário da parada. Uma curiosidade atiça entre muitos que assistem ao reality show: onde eles estão e o que fizeram dos prêmios faturados os ex-participantes do programa global?

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BBB1 – Kleber “Bam-bam”
Vencedor da primeira edição do “BBB”, Kléber Bambam soube investir os R$ 500 mil que ganhou no programa. Comprou imóveis, que hoje administra, investiu em uma carreira de cantor e participou de “A Turma do Didi”, entre outros programas. Atualmente, pretende entrar para a política. “Vou virar deputado. Estou estudando ainda se vai ser federal ou estadual”, disse ele a um site de entrevistas. Na noite da vitória de Dourado, ele esteve com Alexandre Frota e sua turma de fortinhos torcendo pelo lutador.

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BBB2 – Rodrigo Caubói
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O vencedor do “BBB2″ arrendou uma fazenda em Goiás, comprou bois e passou a fazer presença VIP em eventos. Foi eleito pelos Independentes, organizadores da Festa do Peão de Barretos, o embaixador dos rodeios do Brasil. Em agosto de 2007, foi preso acusado de estelionato e tentativa de homicídio, e teve que recorrer à família para pagar os R$ 30 mil de fiança. Hoje tem um programa de rádio chamado “Comando Sertanejo”. Não namora mais a ex-colega de confinamento Taís, com quem engatou um romance após o final do programa.

BBB3 – Dhomini
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Com o seu jeito descontraído e engraçado, Dhomini logo conquistou o carinho dos telespectadores do “BBB3″. O assessor parlamentar fazia parte de uma seita que utilizava os números para tentar adivinhar acontecimentos de vida. Formou com Sabrina Sato um dos casais mais populares do reality show, mas que não deu certo apos o fim do “BBB”. Com o prêmio, ajudou a família e comprou casas, mas não conseguiu fazer o dinheiro render. O mineiro se juntou ao amigo Dhoni em 2005, e os dois formam a dupla sertaneja Dhoni & Dhomini, que se apresenta em shows por todo o Brasil.

BBB4 – Cida
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A primeira mulher a ganhar o “BBB” foi escolhida para entrar na quarta edição do programa por sorteio e causou comoção no Brasil por sua história de vida sofrida, e também risos com o seu jeito simples de ser. Descobriu o prosecco e era chamada de rainha por Pedro Bial, pois achava tudo chique. Após levar a bolada para casa, Cida invadiu os noticiários policiais de TV. Primeiro, o ex-companheiro entrou na Justiça alegando que tinha direito à metade do prêmio – mas não levou nada. Em 2007, ela ganhou novamente as páginas dos jornais após ser agredida pelo marido – que era seu segurança particular – na frente do próprio filho. Atualmente, ela diz que o dinheiro só lhe trouxe problemas. Abriu, então, um bazar em Mangaratiba, onde vive com os filhos, Carlos Victor e Victoria, e o marido, a quem resolveu perdoar. Em entrevista concedida em 2009, a babá disse estar deprimida por ter engordado muito após sua segunda gravidez.

BBB5 – Jean Wyllys
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Gay assumido, Jean Wyllys levou o prêmio de R$ 1 milhão, com o qual ajeitou a vida da família. No programa, Jean se tornou grande amigo de Grazi Massafera e formou com Tati Pink uma das duplas mais populares de todas as edições do “BBB”. Ao sair do programa, Jean Wyllys foi repórter do “ Mais Você ” e atualmente trabalha como jornalista, professor universitário e escritor. Mantém um comentado blog no “ Bloglog”. No “BBB10”, revoltou-se contra Dourado, chamando-o de fascista. No entanto, parabenizou no Twitter a vitória do lutador, desejando que este reveja alguns conceitos.

BBB6 – Mara
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raças a sua simplicidade, Mara Nilza dos Santos venceu o “BBB6″. Assim como Cida, do “BBB4”, a auxiliar de enfermagem entrou no programa através de sorteio e arrancou lágrimas dos brasileiros com uma história de vida de muito trabalho e luta. Apesar de todo sofrimento, Mara conquistou fãs com as suas animadas gargalhadas e conselhos de mãe. Ela levou o prêmio de R$ 1 milhão, usou o dinheiro para ajudar dez irmãos e pagar o tratamento da filha que sofre de paralisia cerebral. Ainda mora na Bahia com o marido e a filha.

BBB 7 – Diego “Alemão”
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Diego Alemão fez sucesso com a mulherada da casa da sétima edição do reality show e também com os fãs do programa. Formou um animado triângulo amoroso com Fani Pacheco e Iris Stefanelli . Quando saiu do “BBB”, jurou amor eterno a Iris, com quem terminou o romance pela televisão. Nascido em São Bernardo do Campo, São Paulo, aplicou o dinheiro do prêmio, comprou uma pick-up e abriu a W1 Produções e Eventos, que agencia celebridades. Atualmente, apresenta o programa “Eliminação”, no Multishow.

BBB 8 – Rafinha
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O Emo da oitava edição comprou um apartamento para sua mãe em Campinas, São Paulo. Rafinha também investiu grande parte do seu tempo e dinheiro em projetos voltados para sua banda Mipt, que agora tem planos de ingressar com tudo no mercado fonográfico: “Estamos trabalhando firme para lançar o nosso CD”. Disse ele a “Globo.com”.

BBB 9 – Max
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O vencedor da nona edição não parou quieto desde que ganhou o milhão. É figura cativa em festas, desfiles e eventos. No programa, engatou um romance com Francine, conquistando fãs que se denominavam “Maxines”. A história de amor terminou pouco depois do fim do reality, e desde então Max namora a modelo Kah Pinheiro. Ele ainda não conseguiu retomar a sua rotina de trabalho como artista plástico, porém, este ano, pretende investir em oficinas de arte. Também sonha ter filhos: “Quero ser o pai que não tive e não quero ser pai-avô. Já tenho 31 anos e é o momento para pensar nisso. Desejo filhos criativos, pessoas transformadoras e se puder ser artista, melhor ainda”, disse o ex-brother ao programa global, Video Show.

Professor Jefferson é eleito diretor do campus Campos-Centro do IFF

O professor Jefferson Azevedo foi eleito ontem diretor do campus Campos-Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF). Ele obteve com 57,67% dos votos. O candidato Hélio Júnior ficou com 42,33%. A apuração acabou na madrugada de hoje, como informa aqui a assessoria de imprensa da instituição.

Foram contabilizados 211 votos válidos de técnico-administrativos, 2440 votos válidos de alunos e 266 de professores.

Jefferson Azevedo é professor na área de Informática e Engenharia, já exerceu o cargo de vice-diretor do antigo Cefet Campos e também ocupou o cargo de Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação. Ele deverá ser empossado na próxima semana.

Macaé

Para o campus Macaé, foi eleito o professor Marcelo Félix com 57% dos votos. A candidata Maria Inês obteve 43% dos votos. A eleição contou com 922 votantes, entre alunos, técnico-administrativos e professores.

Félix já exercia o cargo há cerca de um ano. Ele foi indicado pela Reitoria para gerir a unidade até que fossem realizadas eleições. Ele também deve ser empossado na próxima semana.

Vans fazem a festa com a greve dos motoristas de ônibus em Campos

Os motoristas de ônibus no município de Campos estão em greve, desde o primeiro minuto desta quarta-feira. Eles reivindicam uma reposição salarial de 17% e um piso mínimo de R$ 1.316,00. Segundo o sindicato da categoria, o setor teria cerca de 2.800 profissionais entre motoristas e cobradores em Campos. Enquanto um acordo não sai as vans tomam conta do transporte, mais que nunca alternativo. Os empregados reinvidicam uma parcela dos subsídios do governo municipal que contempla as empresas que assim,segundo eles, renova suas frotas, mas precisaria também pagar melhor o trabalhador.


Observação do Blog: Além disso, as vans ainda aproveitam da situação e cobram mais caro pela passagem, um exemplo, a passagem de Travessão a Campos custa R$1,50 na van normalmente, mas hoje estão cobrando R$2,50, um absurdo...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Passover and the Christian - The True Meaning of Easter

Basic text: Exodus 12:2-13

Passover in Hebrew and Passover, which means pass or go over. And this idea is implicit in the verses that endorse the party in this 12.11,23,27 Ex. The Passover was celebrated with the death of a lamb on the 14th of Abib (cf. Êx13.4). Abib means green ears and corresponds to the first month of the Hebrew calendar. While in exile, this name was replaced by the name of the Babylonian Nisan, which means, first, openness. In our calendar this month corresponding to March-April. In this study, we will study about the meaning of Easter.

Meaning of Easter

Modern man, in his many occupations, has forgotten the deep meaning of the feast of Easter. Because, the secular version of that date is just business and not religious. I shall explain here some meanings that the passover is within the context of Scripture.

First, Passover means liberation. Easter comes as the party that marked the end of the oppression of Pharaoh on enslaving the Hebrews. The prophecy revealed to Abraham that his descendants would be in the grip of a strange land for 400 years, but then they would be freed and would go out with great wealth (cf. Gn 15: 13.14). And this in fact occurred, but not before this feast was celebrated. And a small detail, if this party was the party of liberation, because then it was held before the release itself?

Because God wanted to teach that the atonement, faith and our obedience prior to full release, after all, Israel was not being libretto only Pharaoh, but also the destroying angel. And this implies that spiritual freedom always precedes the physical. If the lamb's blood was not shed and sprinkled on the doorposts of the house, the people of Israel have been destroyed by the Angel. The release of the Passover is important, therefore, an introspective character, show the need for personal liberation through the replacement. And a prospective character, because he prophesied the release before it happens and foreshadowed the work of Christ.

In this sense, Easter should be celebrated by us with profound reverence, after all, Christ was our Passover. His life was made the lamb that was killed shed his blood for many. Our full spiritual liberation was conquered by Christ, our Passover. John the Baptist called the lamb of God who takes away the sin of the world (cf. Jn 1:29). Paul said that he is our Passover (1 Cor 5.7), and he even promised to release all those who believe in him (cf. Jn 8.32,36 and Mt 11:28).

Accept the sacrifice Jesus made for us as the Scripture says, is to eat the passover, and be in the path of spiritual liberation. The Passover freed them from slavery, oppression, misery and your sins before God. This release points to the beginning of a new life, free from all its terrors and oppression.

Secondly, Easter also means saving the family. "... The tenth of this month to take each one for himself a lamb for every house ..." (Exodus 12:3). Notice that God's promise was that through the sacrifice of a lamb every house was saved from the destroyer. Pharaoh had said to the Jewish people that they could go, but without their children (cf. Ex 10:8-11) and in this we can understand the will of the devil as our families. If you are a servant of God whose life he had already released, Satan will try to engage their children. And Easter brings up the fact that the work of Jesus was sufficient to grant release also our family. The Lord on this occasion I want to awaken the commitment that you, father and mother have before Him to his family.

And lastly, Easter has deep meaning for Christians to represent the work of Christ for our redemption. I had said that the parties were "shadows of things to come" (Col 2:17), that is what they were typical, such as the Passover one day become history was the incarnation of the Lord. And Easter was just a foretaste of the figurative work of Jesus at Calvary. Now observe some similarities between the Passover lamb and Christ our Passover.

Purity

The Passover lamb was separated on the tenth day of Abib (April) and examined in detail before his sacrifice on the 14th of Abib, because the lamb had to be "... immaculate."

When Luke records the triumphal entry of Jesus into Jerusalem just days before the crucifixion, it does exactly the time when the people were bringing their lambs Easter to be examined by the priests. According to Hebrews 7: 26 Jesus had to be declared "... Holy, blameless, undefiled, and inviolate for sinners."

Examination of the priests

The Passover lamb was subjected to an examination by the priests who believed, based on examination of its perfection, ready to be sacrificed. When we read the account of Matthew 22 verse 15 to 46 we find Jesus, the Lamb of God, being reviewed by the Herodians, Sadducees, scribes and Pharisees, and none of them could find no fault in him that the incriminating and that they were unable to answer you any word (cf. Mt 22:46).

Survey done by the civil

In John 18:12, 28 we find Jesus being arrested and taken to court in the house of Caiaphas, and as it was during the Passover, the Jews could not enter the court not to contaminate, for if they would not be able to eat the Passover. At that time also, the Passover lambs also being examined.

And Caiaphas wanted to give evidence to Pilate, but not found, so instead of presenting offense, said only that if he were not the offender would not be communicated (cf. Jn 18:29). Pilate, in turn, after examining Jesus, "... not found in him ..." (Jn 19.4). And with these words, the legal and civil verdict was given and three times Pilate said that Jesus was innocent (cf. Jn 18: 28, 19: 4, 6).

The law said that the lamb would have to be without blemish, but he could not be sacrificed to the Lord (cf. Deut 15:21). Jesus was found without blemish before all after thorough examination and then was crucified.

Considering that the sacrifice of the paschal lamb, was sufficient to justify the Hebrews before the destroyer, the sacrifice of Christ was also sufficient to justify man before God satisfying the divine justice.

Application Easter

The Easter is celebrated as the world, does not bring any benefit, but when we understand that Christ is our Passover, so it's time to push out of ideas and related practices, many important lessons.

First we learn that Christ is our Passover, it makes sense to celebrate with eggs or bunnies, either with sacrifice of animals, but through the sacrament commanded by our Lord Jesus Christ, the Lord's Supper.

"He said to them, desired to eat this Passover with you before I suffer: for I say unto you shall not eat it until it is fulfilled in the kingdom of God and he took the cup, gave thanks and said, Take this , and divide it among yourselves: for I say to you I will not drink the fruit of the vine until the coming of the kingdom of God, and took bread and gave thanks, broke it and gave it to them, saying, This is my body which is given for you: this do in remembrance of me. Similarly, he took the cup after supper, saying, This cup is the new covenant in my blood which is shed for you. " (LC 22: 15 - 20).

In this episode, which occurred shortly before the arrest and death of Jesus, he introduces naturally the Supper as a substitute for Passover feast of the Old Testament. Looking at this course, the Lord has not finished the Passover meal before instituting the supper, before supper is closely linked to the Passover meal. The bread was eaten with the Passover lamb was devoted to a new use for the Lord and the third cup, which was called the cup of blessing, was used as second element in the supper. Thus we see that the Passover was replaced by Jesus for supper.

Furthermore, the sacrifices Pascoais had symbolic and pointed to Christ who was to be presented in our place as a sacrifice. When this was about to be killed and fulfilling the scriptures, and all they sacrifice Pascoais foretold centuries ago, there was a need to change the symbol and type. After all, should we continue to eat lamb? Should we eat the flesh of Christ He is our Passover lamb? E callus not.

But how then to celebrate this memorable act done by Christ except through the party that he instituted the Lord's Supper?

We noted further that at the time of Passover and supper, we should reflect on such a great release that Christ our Passover has given us.

We must never forget the meaning of Passover and is this what Jesus taught us to sup with the following admonition, "... do this ... in remembrance of me ...".

The memory of this event allows us to enjoy the assurance of deliverance from sin, death and misery in which we were, and allows us to look to the future with hope because we had supper every time we announce the death of the Lord until he comes (cf. 1 Cor 11:26). Our celebration of the supper, so how was the first celebration of Passover by the Jews, foretells that Christ turns to get rid of the oppression of this world. We are announcing that he had seen us from this world of troubles and that while he does not come, we are protected from the effect of destroying angel of his blood that sprayed on his church.

On each occasion like this we should meditate on the power of the Blood of Jesus.

We learned three things in relation to the blood of the Lamb of God
1. The blood will always be the instrument of moral and spiritual liberation.
2. Are protected by the blood of the Destroyer.
3. By the blood of Jesus frees us to keep our family in this world.

I could not finish this article without mentioning the issue of the use of symbols like the Easter egg and bunny significant as representatives of the Passover, for this look:

The egg and the Easter bunny

Over the time many festivals and traditions of different people ended up merging with the secular Passover currently know. In Eastern religions, in Greek mythology, in folk traditions, the egg has always meant the beginning of life. The egg contains a seemingly dead life that arises suddenly, it is believed by this, he is the symbol of the Easter resurrection.

Another fact is that after Lent and Holy Week, eating eggs was a convenient and nutritious for the preparation of the passover. Although there is disagreement about the Easter eggs come from ancient Egypt, for example, for some decorated eggs was a tradition started in the Middle Ages. Centuries before, however, the Chinese have used to color eggs that were distributed to friends in the Spring Festival, as a reminder of the continued renewal of life.

For historians, then the missionaries brought the custom that turned the eggs confectionery. In the eighteenth century, the Catholic Church officially adopted the egg as a symbol of the resurrection of Christ. So accepted was originally a pagan custom, and piles of colored eggs began to be blessed before distribution among the faithful.

The legends and stories about the rabbits appeared much later around 1215 in Alaska, France. A mixture of pagan mythology, where rabbits were symbols of fertility and abundance, with the Catholic tradition. The very meaning of the eggs as a symbol of life is lost to history, but until now chocolate eggs are sold under the propaganda of a rabbit.

Nowadays chocolate eggs and chocolate bunnies are a favorite of kids, but it is important to remember that these things have nothing to do with the real meaning of Easter. Nor are these elements present in the Passover or Lord's Supper, so that if we buy chocolate eggs, let's do it like other people buy chocolate with reverence and not Easter, that the introduction of both the egg and the rabbit in this date and origin and has not Christian.

That to date, after this single exposure we did on Easter, try to think the real significance of this feast for us, applying the lessons this theme suggests in his life, so you enjoy the privilege of genuine liberation through Christ our Passover lamb
.

A Páscoa e o Cristão - O Verdadeiro Sentido da Páscoa

Texto base : Êxodo 12:2-13

Páscoa, na língua hebraica é pessach, que significa passagem ou passar por cima. E esta idéia esta implícita em versos que referendam a esta festa em Êx 12.11,23,27. A páscoa celebrava-se com a morte de um cordeiro no dia 14 de Abibe (cf. Êx13.4). Abibe significa espigas verdes e corresponde ao primeiro mês do calendário hebraico. Durante o exílio, este nome foi substituído pelo nome babilônico Nisã, que significa, começo, abertura. Em nosso calendário este mês corresponde a março- abril. Neste estudo, estudaremos acerca do significado da páscoa.

Significado da Páscoa

O Homem moderno, em suas muitas ocupações, tem se esquecido do profundo significado da festa da Páscoa. Até porque, a versão secular desta data é apenas comercial e não religiosa. Exporemos aqui alguns significados que a páscoa tem dentro do contexto escriturístico.

Em primeiro lugar, a Páscoa significa libertação. A Páscoa surge como a festa que marcava o fim da opressão escravizadora de Faraó sobre o povo hebreu. A profecia a Abraão revelava que seus descendentes ficariam sob o domínio de uma terra estranha por 400 anos, mas que depois eles seriam libertados e sairiam com grande riqueza (cf. Gn 15: 13,14). E isto de fato ocorreu, mas não antes que esta festa fosse celebrada. E um pequeno detalhe, se esta festa era a festa da libertação, porque então ela foi celebrada antes da libertação propriamente dita?

Porque Deus quis ensinar que o sacrifício expiatório, a fé e a nossa obediência precedem a plena libertação, afinal, Israel não estava sendo libreto apenas de Faraó, mas também do Anjo Destruidor. E isto implica que a libertação espiritual sempre precede a física. Se o sangue do cordeiro não fosse derramado e aspergido sob os umbrais da casa, o povo de Israel teria sido destruído pelo Anjo. A libertação da páscoa reveste se, portanto, de um caráter introspectivo, por mostrar a necessidade pessoal de libertação por meio da substituição. E um caráter prospectivo, porque profetizava a libertação antes dela acontecer e prenunciava a obra de Cristo.

Neste sentido, a Páscoa devia ser celebrado por nos com profunda reverência, afinal, Cristo foi a nossa Páscoa. Sua vida foi posta como cordeiro que sendo morto derramou seu sangue em favor de muitos. A nossa libertação espiritual plena foi conquistada por Cristo, a nossa Páscoa. João Batista o chamou de cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (cf. Jo 1.29). Paulo disse que ele é a nossa páscoa (1Co 5.7), e ele mesmo prometeu a libertação a todos quantos crerem nele (cf. Jo 8.32,36 e Mt 11.28).

Aceitar o sacrifício de Jesus feito por nós como diz as Escrituras, é comer da páscoa, e estar no caminho da libertação espiritual. A Páscoa dos hebreus os libertou da escravidão, opressão, miséria e de seus pecados perante Deus. Esta libertação aponta para o começo de uma nova vida, liberta de todos os seus terrores e opressão.

Em segundo lugar, a Páscoa significa também salvação da família. "...Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro... para cada casa"(Êx 12:3). Observem que a promessa de Deus era que por meio do sacrifício de um cordeiro cada casa era salva da destruidor. Faraó havia dito ao povo hebreu que eles podiam ir, mas sem os seus filhos (cf. Êx 10:8-11) e nisto podemos entender a vontade do Diabo quanto as nossas famílias. Se você é um servo de Deus cuja vida Ele já libertou, Satanás irá tentar cativar seus filhos. E a Páscoa nos desperta para o fato de que a obra de Jesus foi suficiente para conceder libertação também a nossa família. O Senhor nesta ocasião quer te despertar para o compromisso que você, pai e mãe, tem diante de Dele para com sua família.

E em último lugar, a Páscoa tem profundo significado para o cristão por representar a obra de Cristo para a nossa redenção. Eu já havia dito que a as festas eram "sombras das coisas futuras"( cf. Cl 2.17), ou seja, elas tipificavam aquilo que, como no caso da páscoa, um dia tornar-se-ia história na encarnação do Senhor. E a Páscoa era exatamente uma antecipação figurativa da obra de Jesus no calvário. Observemos agora algumas similaridades do cordeiro da Páscoa e de Cristo a nossa Páscoa.

A pureza

O cordeiro pascoal era separado no décimo dia de Abibe (abril) e examinado minuciosamente antes do seu sacrifício no dia 14 de Abibe, pois o cordeiro tinha que ser "... imaculado".

Quando Lucas registra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém poucos dias antes da crucificação, o faz exatamente na hora em que o povo estava trazendo os seus cordeiros pascoais para serem examinados pelos sacerdotes. Segundo Hebreus 7: 26 Jesus tinha que ser declarado "... Santo, irrepreensível, imaculado, e inviolado pelos pecadores".

O exame dos sacerdotes

O cordeiro da Páscoa era submetido a um exame pelos sacerdotes que o julgavam, com base no exame de sua perfeição, apto para ser sacrificado. Quando lemos o relato de Mateus 22 do verso 15 ao 46, encontramos Jesus, o cordeiro de Deus, sendo examinado pelos herodianos, saduceus, escribas e fariseus e nenhum deles conseguiu achar nele nenhum defeito que o incriminasse e eles mesmo ficaram sem condições de responder-lhe nenhuma palavra ( cf. Mt 22:46).

Exame feito pelas autoridades civis

Em Jo 18:12, 28, encontramos Jesus sendo preso e levado ao tribunal na casa de Caifás, e como era ocasião da páscoa, os judeus não podiam entrar no tribunal para não se contaminarem, pois se assim fizessem não poderiam comer da páscoa. Naquele momento também, os cordeiros pascoais estavam também sendo examinados.

E Caifás queria evidências para o entregar a Pilatos, mas não as encontrou; por isso, ao invés de apresentar ofensa, disse apenas que se Ele não fosse ofensor não seria entregue (cf. Jo 18.29). Pilatos por sua vez, após ter examinado Jesus, "... não achou nele crime algum..." (cf. Jo 19.4). E com estas palavras, o veredicto legal e civil estava dado e três vezes Pilatos declarou que Jesus era inocente (cf. Jo 18: 28; 19: 4, 6).

A lei dizia que o cordeiro teria que ser sem defeito algum, senão, ele não poderia ser sacrificado ao Senhor (cf. Dt 15:21). Jesus foi achado sem defeito diante de todos depois de profundo exame e só depois foi crucificado.

Tendo em vista que o sacrifício do cordeiro pascoal era suficiente para justificar os hebreus diante do destruidor, o sacrifício de Cristo também foi suficiente para justificar o homem diante de Deus satisfazendo a justiça divina.

A aplicação da Páscoa

A páscoa, como é comemorada pelo mundo, não nos traz qualquer beneficio, mas quando entendemos que nossa Páscoa é Cristo, então chega a hora de tiramos das reflexões e práticas correlatas, muitas importantes lições.

Primeiramente aprendemos que se Cristo é a nossa páscoa, não faz sentido a comemorarmos com ovos e nem coelhinhos, tampouco com sacrifico de animais, mas através do sacramento ordenado por nosso Senhor Jesus Cristo, a ceia do Senhor.

"E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus e, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus e, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós." (LC 22: 15- 20).

Neste episódio, ocorrido pouco antes da prisão e morte de Jesus, Ele introduz naturalmente a Ceia como substituta da festa pascoal do Antigo Testamento. Se observarmos, esta evidente que o Senhor não terminou a refeição pascoal antes de instituir a Ceia, antes, a ceia esta intimamente ligada à refeição pascal. O pão que era comido com o cordeiro na páscoa foi consagrado para um novo uso pelo Senhor e o terceiro cálice, que era chamado de cálice da bênção, foi usado como segundo elemento na ceia. Desta forma percebemos que a Páscoa foi trocado por Jesus pela Ceia.

Ademais, os sacrifícios pascoais tinham significado simbólico e apontavam para Cristo que haveria de ser apresentado em nosso lugar em sacrifício. Quando este estava a ponto de ser morto e cumprir as escrituras e tudo aquilo que estes sacrifícios pascoais prenunciavam há séculos, houve a necessidade de mudar o símbolo e o tipo. Afinal, haveríamos de continuar comendo cordeiros? Haveríamos de comer a carne de Cristo sendo Ele nosso cordeiro pascoal? E calo que não.

Mas como então comemorar este ato memorável feito por Cristo senão através da festa que ele instituiu, a santa ceia?

Aprendemos ainda que na ocasião da páscoa e da ceia, deveríamos meditar na tão grande libertação que Cristo a nossa Páscoa nos proporcionou.

Jamais deveremos esquecer o significado da páscoa e foi por isto que Jesus nos ensinou a Cear com a seguinte admoestação, "... fazei isto... em memória de mim...".

A memória deste acontecimento nos permite gozar da certeza da libertação do pecado, da morte e da miséria na qual estávamos, e nos permite olhar para o futuro com esperança já que cada vez que ceamos anunciamos a morte do Senhor até que ele venha ( cf. 1 Co 11.26). A nossa celebração da ceia, tão como foi a primeira celebração da páscoa pelos Hebreus, prenuncia que Cristo vira nos livrar da opressão deste mundo. Estamos anunciando que ele vira nos libertar deste mundo de angústias e que enquanto ele não vem, estaremos protegidos do Anjo Destruidor por efeito do seu Sangue que esta aspergido sobre sua igreja.

Em cada ocasião como esta devíamos meditar no poder do Sangue de Jesus.

Aprendemos três coisas com relação ao sangue do cordeiro de Deus:
1. O sangue sempre será o instrumento de libertação espiritual e moral.
2. Pelo sangue somos protegidos do Destruidor.
3. Pelo sangue de Jesus liberta a nós como guarda nossa família neste mundo.

Eu não poderia terminar este artigo sem mencionar a questão do uso de símbolos como o ovo de páscoa e o coelhinho como representantes significativos da páscoa, por isto vejamos:

O ovo de Páscoa e o coelhinho

Com o correr dos tempos muitas festas e tradições de diferentes povos acabaram se mesclando com a páscoa secular que atualmente conhecemos. Nas religiões orientais, na mitologia grega, nas tradições populares, o ovo sempre teve significado de principio de vida. O ovo aparentemente morto contém uma vida que surge repentinamente, acreditando-se por isto, que ele seja o símbolo da páscoa da ressurreição.

Outro fato é que depois da quaresma e da semana santa, comer ovos era um método conveniente e nutritivo para a preparação da páscoa. Embora haja divergência sobre os ovos da páscoa vindo do antigo Egito, como por exemplo, para alguns os ovos enfeitados era uma tradição começou na Idade Média. Séculos antes, porém, os chineses já costumavam colorir ovos que eram distribuídos aos amigos na Festa da Primavera, como lembrança da continua renovação da vida.

Para os historiadores, daí os missionários trouxeram o costume que acabou se transformando nos ovos confeitados. No século XVIII, a Igreja católica adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi aceito um costume originalmente pagão, e, pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes da distribuição entre os fiéis.

As lendas e estórias sobre os coelhinhos apareceram muito mais tarde por volta 1215 na Aláscia, França. Uma mistura de mitologia pagã, onde coelhos eram símbolos de fecundidade e abundância, com a tradição católica. O próprio sentido dos ovos como símbolo de vida se perdeu na história, mas até hoje os ovos de chocolates são vendidos sob a propaganda de um coelhinho.

Em nossos dias os ovos de chocolate e os coelhinhos de chocolate são os preferidos da meninada, porém é importante lembrarmos que estas coisas não possuem nenhuma relação com o sentido real da Páscoa. Também não são estes os elementos presentes na páscoa ou na ceia do Senhor, de forma que, se quisermos comprar ovos de chocolate, façamos isto como quem compra chocolate e não com reverência pascoal, por que a introdução, tanto do ovo como do coelho nesta data, e de origem paga e não cristã.

Que nesta data, depois desta simples exposição que fizemos sobre a Páscoa, procure pensar no real significado desta festa para nos, aplicando as lições que este tema sugere na sua vida, para que você goze do privilégio da genuína libertação por meio de Cristo, nosso cordeiro pascoal.

The true meaning of Easter

Long ago
He who for one man.
What brought on his philosophy of life,
The greatest example of faith, love and truth.
In its simplicity,
And in his teaching
But many did not understand and simply condemned!
There were tears, sorrow and death!
Yes the death of that which brought
An example of life,
Grace,
Tolerance,
Patience,

The fraternity
Forgiveness
Among other things LOVE!
And for three days,
The sadness of the few who loved him,
Understand that lasted
For the third day
The miracle happened
And then came:
The true meaning of Easter!
Resurrection.
So Easter is synonymous with Resurrection!
Resurrection Hope!
Resurrection of dreams!
Resurrection of friendship!
Resurrection of universal love!
Resurrection respect for nature!
Resurrection of respect toward each other!
Resurrection UNIVERSAL LOVE!
There will be chocolate eggs!
Neither meat or fish!
What will bring the true meaning of Easter!
Christ died and rose again,
To teach us to die in our weaknesses,
In our mistakes,
In our defects
And we rise to goodwill that exists
Within each one of us!
How do you see the Passover today??

I wish a happy Easter resurrection of love to all !!!!!!

O verdadeiro sentido da páscoa em versos

Há muito tempo atrás,
Veio ao mundo um Homem.
Que trouxe em sua filosofia de vida,
O maior exemplo de fé, amor e verdade.
Na sua simplicidade,
E em seus ensinamentos,
Mas muitos não o entenderam e simplesmente o condenaram!
Houve choro, tristeza, e morte!
Sim a morte daquele que veio trazer
Um exemplo de vida,
A benevolência,
A tolerância,
A paciência,

A fraternidade,
O perdão,
Entre outras coisas o AMOR!
E por três dias,
A tristeza dos poucos que o amavam,
Que o entendiam durou,
Porque no terceiro dia
O milagre aconteceu
E veio então:
O verdadeiro sentido da páscoa!
A ressurreição.
Portanto Páscoa é sinônimo de Ressurreição!
Ressurreição da esperança!
Ressurreição dos sonhos!
Ressurreição da amizade!
Ressurreição do amor universal!
Ressurreição respeito pela natureza!
Ressurreição do respeito de uns para com os outros!
Ressurreição do AMOR UNIVERSAL!!!
Não serão os ovos de chocolate!
Nem a carne de peixe!
Que trará o verdadeiro sentido da páscoa!
Cristo morreu e ressuscitou,
Para nos ensinar a morrer em nossas fraquezas,
Em nossos erros,
Em nossos defeitos,
E ressuscitarmos a benevolência que existe
Dentro de cada um de nós!
Como você vê a páscoa nos dias de hoje???

Desejo uma feliz páscoa da ressurreição do amor a todos!!!!!!

Lindberg vence prévias e é o candidato do PT ao Senado

O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, venceu as prévias do PT do Rio e assim se tornou o candidato do partido a uma vaga no Senado. O prefeito derrotou a secretária estadual de Assistência Social Benedita da Silva.

O resultado anunciado na noite deste domingo pelo presidente do diretório regional do partido, deputado federal Luiz Sérgio indicou 67,1%, ou 18.546 votos para Lindberg, contra 32,9%, ou 9.090 votos para Benedita.


http://robertomoraes.blogspot.com/

PESQUISA PARA O GOVERNO DO ESTADO DO RIO

O Jornal O Globo irá publicar uma pesquisa de intenção de votos para o governo do Estado que já foi concluída e que apresentará um resultado diferente daquele apresentado pelo Vox populi. Na pesquisa do Globo Sérgio Cabral irá aparecer com aproximadamente 35%, Garotinho com 27% e Gabeira com 14%.


Vamos aguardar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

GRITO DE TORCIDA DO DIA

“Bota a mão no controle pro Vasco ganhar… no Playstation-tion! No Playstation-tion! No Playstation-tion! No Playstatio-tion!” (Torcida do Flamengo)

terça-feira, 23 de março de 2010

Mais argumentos jurídicos contra a Emenda Ibsen

O blog do professor Roberto Moraes recebeu, por e-mail, do José Ronaldo Saad o texto com que publica na íntegra abaixo, ampliando ainda mais o debate:

Caro prof. Roberto Moraes

Sobre a ameaça que paira sobre os royalties, parece-me que estamos sustentando argumentações que podem se revelar frágeis para garantir a vitória de Campos nessa briga.

Para justificar o nosso direito à parcela preponderante dessa verba, ora alegamos que ela éindenização pelo impacto da produção sobre o meio ambiente, ora que é compensação financeirapelo esgotamento das reservas, ou ainda que seria uma contrapartida concedida pelos constituintes ao estado do Rio face à perda do ICMS do petróleo que diferentemente de todas as demais mercadorias, que pagam ICMS no local onde são produzidas, passou a pagar onde é consumido.

Na verdade, nenhum desses argumentos é absoluto para a única tarefa a que, definitivamente, precisamos nos dedicar: demonstrar que a emenda Ibsen é inconstitucional.


A situação é muito séria para ser enfrentada com choros de governador, posturas truculentas de deputados, passeatas festivas que terminam em pizza ou argumentos desorientados e vulneráveis que só ficam parecendo desespero de quem sabe que já perdeu.

Antes, deveríamos nos preparar para a luta levando em conta, primeiramente, os aspectos legais e políticos contrários ao interesse de Campos, para não fazermos como o avestruz que enfia a cabeça na areia quando há perigo ou ficarmos nos enganando uns aos outros dizendo que estaríamos sendo vítimas de uma covardia orquestrada ou o que é mais insustentável, que sofremos realmente algum impacto da exploração petrolífera off shore. Conversa pra boi dormir!

São esses os notórios aspectos desfavoráveis:
1º – O instinto de sobrevivência eleitoral que obrigará os congressistas de 25 estados a atropelar os nossos interesses.
2º – A posição do Presidente Lula, “o amigo do Cabral”, que está agindo como Pilatos.
3º - Em nenhum lugar a Constituição diz que royalties são indenização:


Constituição

Art. 20. § 1º - É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.

4º – Onde se encontra o vocábulo indenização é exclusivamente no texto das normas infra-constitucionais (Lei 2.004/1953, Lei 7.453/1985, Lei 7.525/1986, Decreto 93.189/1986, Lei 7.990/1989, Decreto Nº 1/1991, e a vigente Lei 9.478/1997), que embora o utilizem reiteradamente podem, infelizmente para Campos e os outros nove municípios considerados confrontantes pelo IBGE, ser alteradas a qualquer tempo por uma lei nova.

5º - Quando a Constituição diz que royalties são participação ou compensação financeira também não explicita a razão desse pagamento deixando margem ao Supremo para toda e qualquer interpretação.

6º – Além disso, quando os deputados fluminenses defendem que os royalties são uma contrapartidaconcedida pelos constituintes à perda do ICMS ou estão mentindo ou estão tentando confundir o inimigo porque o artigo transcrito acima é da Constituição de 1988 e o ICMS sobre o petróleo do estado do Rio somente nos foi surrupiado por uma emenda constitucional de 2001, 13 anos após, desmistificada, portanto, essa tal tese de contrapartida.

Logo, ainda que tenha havido entendimento nesse sentido no Congresso Nacional, não há nenhum registro constitucional disso e a matéria não receberá contemplação dos congressistas dos outros estados que não serão demovidos dos seus propósitos eleitoreiros em pleno ano de eleição:

Constituição, art 155 § 4º inciso I:
§ 4º Na hipótese do inciso XII, h, observar-se-á o seguinte: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)


I - nas operações com os lubrificantes e combustíveis derivados de petróleo, o imposto caberá ao Estado onde ocorrer o consumo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

Uma vez que tenhamos ponderado e antecipado esses aspectos passíveis de fortalecer a argüição dos estados adversários, aí sim devemos procurar na Constituição algum mandamento substancial que efetivamente nos possa socorrer, porque só restará a palavra do Poder Judiciário para reverter o apocalipse econômico que vem se anunciando para a região.

E essa força de reação deveríamos extrair exatamente da virulência do adversário. Na própria fundamentação do seu discurso. Como fazem os praticantes das artes marciais.

E em qual base teórica reside essa justificação? No fato de que sendo o petróleo da Bacia de Campos explorado em alto-mar e sendo ele patrimônio da União, os seus royalties deveriam ser distribuídos entre todos os estados e municípios do país.

Ora, em primeiro lugar, os potenciais de energia hidráulica e recursos minerais são bens da União tanto quanto o são os recursos naturais da plataforma continental (art. 20, incisos V, VIII e IX e Art. 176 da Constituição) e nem por isso os primeiros estão sendo objeto dessa disputa.


Em segundo lugar, e muito mais importante, é que “Não se presumem, na lei, palavras inúteis” (Cf. Carlos Maximiliano, Hermenêutica e Aplicação do Direito, 8a. ed., Freitas Bastos, 1965, p. 262). Ou seja, as palavras devem ser compreendidas como tendo alguma eficácia.


Se quisesse o constituinte que os royalties fossem distribuídos equitativamente entre a universalidade de estados e municípios brasileiros – como pretende interpretar a emenda Ibsen – bastaria direcioná-los à União porque, através do Fundo de Participação de Estados (FPE) e o de Municípios (FPM), o rateio entre todos estaria assegurado automaticamente.

Mas, ao mencionar expressamente as palavras “Estados” e “Municípios” bem como “órgãos da administração” claro está que desejou privilegiar somente alguns dos “Estados”, “Municípios” e “órgãos” e não todos, sob pena de tornar redundantes, desnecessárias e inúteis tais palavras.

A prevalecer esse raciocínio, não mais interessará discutir qual é a rubrica dos royalties, se indenização, compensação ou contrapartida. O único que pode ser discutido é tão somente quais serão as unidades administrativas beneficiárias (Estados e Municípios) jamais o explícito comando constitucional no sentido de compensar exclusivamente um grupo deles. A emenda Ibsen ficaria destruída pelos seus próprios fundamentos.


Saudações
Jose Ronaldo Saad."

História da Química: Parte 1

A Alquimia na China

Poucos sabem o que realmente é a alquimia. Seria uma sabedoria ou uma mântica? Uma teurgia ou uma filosofia? Não poderia ser uma teoria certamente, mas, seria uma técnica? Se fosse uma teoria deveria possuir um princípio histórico; se fosse uma técnica, suas origens perder-se-iam nas brumas pré-históricas. Se as teorias tiveram origem na Jônia clássica e no século VI a.C., as técnicas são tão antigas quanto a humanidade. Elas devem Ter emergido da natureza humana à medida em que surgia também a consciência, no momento em que o derradeiro hominídeo percebeu que poderia utilizar um galho de árvore ou um fragmento de osso como arma ou instrumento. Nesse momento, surge algo estranho à natureza, algo que não somente "é" mas também que "serve para". Pelo contrário, a teoria é uma irrupção do espírito, uma nova maneira de pensar que surge com a filosofia grega, quando a consciência humana já atinge o alto nível da sabedoria.

A alquimia tem algo muito relacionado com as técnicas arcaicas mas, por outro lado, aparecem nela crenças aurorais na humanidade, que devem Ter surgido com o despertar da consciência. Contudo, aparecem interpretações na alquimia só possíveis depois do advento das religiões reveladas, da filosofia grega e das profecias judaicas. Todos estes elementos dão o presságio de uma origem alquímica complexa.

Quando argumenta-se que técnica e humanidade nasceram simultaneamente, com o despertar da consciência, não quer se dizer que o homem seria tão somente o animal capaz de dispor de utensílios. Embora haja entre os antropólogos a regra de reconhecer fósseis humanos pela simples presença, junto deles, de instrumentos, essa presença implica necessariamente algo maior: a consciência da utilização. O homem não só molda a madeira e a pedra para usá-las como instrumento, mas também os fabrica e prepara de formas cada vez mais elaboradas, adaptando-os a sua conveniência.

E assim nascem as técnicas - no sentido mais amplo da palavra - não como adaptação do homem ao seu meio natural mas, pelo contrário, como adaptação deste último às necessidades humanas.

Por outro lado, a emergência da consciência, como algo destacado da natureza, traz consigo, também, a percepção dos limites dessa própria consciência: o terror daquilo que permanece desconhecido, o medo da noite e da morte. Quando as coisas mergulham na obscuridade, em contraste com a clareza do dia, o homem deixa de saber a que se ater. Daí a necessária conotação entre consciência e saber, de um lado, e luz e esclarecimento, do outro. O terror da morte e a necessidade de devolver os mortos ao reino desconhecido levam à crença de um reino obscuro dos fantasmas, alguns benfazejos e outro, terríveis inimigos. Tudo em estranha correspondência com algo interno que se manifesta não só como consciência, mas também como emoção: amor e medo. Esse algo interior assemelha-se aos fantasmas e aos demônios e parece sobreviver à morte, pois pode pensar e desejar além do que já está aqui claro e distinto na consciência. Está, ao mesmo tempo, nas ações claras e ordenadas do dia e nos sonhos e devaneios emocionados da noite.

Em suma, o homem emerge da natureza com a consciência de sua capacidade de fabricar instrumentos e de os utilizar, indelevelmente, ligada à cresça de um mundo sobrenatural, do qual sua alma faz parte. São dois pólos da realidade humana, sem qualquer dos quais o homem perece. É dessa forma que se conjectura terem as técnicas, a magia e a feitiçaria perpassando juntas toda a pré-história e avançado pela história até bem próximo de nós. As pedras, dispostas em círculos perfeitos, encontradas em certos sítios arqueológicos sul-africanos, ou os restos mortais tingidos de vermelho do ocre, dos túmulos pré-históricos europeus, atestam essa polaridade, tanto quanto a crença da conjugação dos opostos que preside toda a opus chemica.

Essa polaridade mantém-se, após a pré-história, nas civilizações míticas, onde tudo é regido pelas lendas transmitidas de geração a geração onde se relata, de forma paradigmática, como deuses, semideuses e heróis criaram o mundo e nele estabeleceram o governo, a guerra, o amor, os costumes e as técnicas. As operações das técnicas míticas são, portanto, repetidas ritualisticamente, pois todo comportamento humano, numa civilização mítica, não é espontâneo e inventivo, mas profundamente programado, como numa peça teatral. Não há causalidade mas, sim, a simultaneidade das cenas. Quando o feiticeiro põe-se, no alto do penhasco, a exortar o nascimento do sol, não significa que pretenda "causar" a aurora. O que há é uma cena que se repetirá indefinidamente igual, sendo o rito, com a simultaneidade da cerimônia e do nascer do sol.

O mito, ao contrário do que se tem afirmado, não é uma explicação de um fenômeno natural, nem é uma crença ou uma prática. O mito impõe-se mais pela emocionalidade de que é carregado do que pela intencionalidade. Baseia-se no estreito parentesco da alma humana e a ordem cósmica e resulta da crença que, no ritual, deve estabelecer-se a simultaneidade entre desejos e emoções e fenômenos naturais. Assim, por exemplo, quando num certo dia do ano a estrela Sírius levanta-se no céu um pouco antes do nascente, um sacerdote, tomado pelo espírito de Deus, executará a cerimônia em estreita obediência a um ritual de propiciação. A este segue-se a semeadura do trigo nas margens do rio Nilo. Ao terminá-la, as águas crescerão e o trigo germinará.

Sob este enfoque, as técnicas nas civilizações míticas preservariam o caráter mágico de sua origem na pré-história, mas adquiririam um caráter ritualístico. Tanto a arquitetura como a medicina arcaicas, como a mineração, a cerâmica e a tinturaria, basear-se-iam na crença de que a alma humana poderia participar dos desígnios dos deuses e demônios repetindo ritualisticamente suas ações, ou roubando-lhes os segredos, assim assegurando a simultaneidade entre a ação do técnico mítico e a ordem cósmica. Provavelmente também essas seriam a origem e o caráter da astrologia e da matemática, tanto entre os egípcios ou babilônios como entre os chineses ou hindus.

Mas, quanto a alquimia? Teria ela também a mesma origem? Há uma evolução das técnicas arcaicas dos mineiros, ferreiros e curandeiros para as doutrinas alquímicas. A origem da alquimia está nas relações do homem arcaico com as substâncias minerais, e particularmente no seu comportamento ritualístico. Por meio de numerosos exemplos de práticas, não só nas civilizações míticas antigas mas, também, nos povos que mantêm ainda um comportamento mítico, a crença de que os metais geravam-se nas profundezas da terra, da mesma forma que cresciam os fetos no ventre das mulheres, dominava o pensamento mítico. Assim, a ritualística do mineiro para extraí-los da terra era semelhante à dos parteiros. Por outro lado, a preparação dos metais a partir dos minerais nas forjas primitivas, pela ação transformadora do fogo e do vento soprado pelos foles, assemelhava-se às torturas das práticas ascéticas por que deviam passar os neófitos, a fim de atingir a perfeição dos mestres. A arte techné dos alquimistas seria, assim, a de produzir em suas oficinas os mesmos processos, embora acelerados, por que passariam os minérios da terra, em sua lenta evolução, até atingir a forma definitiva dos metais. Como, no seio da terra, os metais impuros almejariam e atingiriam, com o passar do tempo, a forma incorruptível do outro, assim também, simultaneamente com a opus chemia, a alma do alquimista atingiria a mesma perfeição.

Da mesma forma, na medicina arcaica encontrar-se-ia um outro gérmen da alquimia na procura de uma droga milagrosa que conferiria longevidade e mesmo imortalidade aos que a ingerissem. Provavelmente as drogas alucinógenas estão nessa mesma origem. Ou seja, a técnica mágico-mítica de curar as doenças do corpo não se separava da busca pela perfeição anímica.

Contudo é difícil aceitar uma simples evolução entre o universo anímico do minerador, ferreiro ou curandeiro arcaico e o do alquimista. Há na alquimia algo que não se encontra nas técnicas antigas. Há uma "sabedoria" ausente naquelas. E "sabedoria" não é resultado de lenta evolução; pelo contrário, ela aparece, simultaneamente entre todas as civilizações, no período compreendido entre 800 e 200 a.C., quando surgem, no Oriente o confucionismo, o taoísmo e o budismo e, no Ocidente, o zoroastrismo, as profecias judaicas e a filosofia grega.

Se a alquimia tem uma origem nas técnicas arcaicas mágico-ritualísticas dos curandeiros, mineiros e ferreiros, ela só pode instituir-se, como tal, a partir de uma sabedoria que procura compreender a relação anímica do homem com a material. Entenda-se como "sabedoria" um corpo de doutrina que tem um autor - o sábio - e traz consigo a marca da individualidade e circunstância desse autor. Uma sabedoria propõe-se sempre como verdade; entretanto, pode ser desprezada e refutada pelos incrédulos ou insensatos. É verdade que, com o advento das religiões reveladas, a sabedoria é considerada como tendo sua fonte em Deus; mas é um Deus sábio e único que fala pela boca de seus provetas. O mito não é assim. Ele não tem autor, emerge das brumas do antiquíssimo e, pondo-se como lenda, não necessita aprovação nem sugere rejeição; põe-se como modelo, e não como conselho a ser seguido ou rejeitado.

Assim, como técnica arcaica a alquimia seria universal, pois emerge do próprio despontar da consciência humana, comum a toda a humanidade. Entretanto, como sabedoria, embora interpretado como uma mesma necessidade humana, ela difere segundo as mentalidades e circunstâncias dos sábios que a criaram; as quais prendem - se necessariamente às concepções do mundo e do espírito, peculiares a cada uma das civilizações sapienciais em que surgiram.

Havia, então, desde os tempos imemoriais da China, as técnicas dos minérios e das fundições de bronze, ao lado da medicina arcaica dos "elixires", cuja finalidade última era a obtenção da longevidade. Ambas eram míticas, ritualísticas e mágicas. Os técnicos-mágicos se constituíram como artesãos. Eram, de um lado, possuidores de receitas pelas quais extraíam os metais da terra, fabricavam ligas e imitavam o ouro; de outro lado, preparavam poções que curavam os doentes, conferiam-lhes longevidade e, talvez, imortalidade. Estabelecera-se desde muito um paralelismo entre o comportamento dos metais e dos homens. Aqueles como estes sofriam doenças, contaminar-se-iam e padeceriam; com exceção do ouro, que resiste tanto à umidade quanto ao fogo, permanecendo íntegro após centenas de operações. O homem, também, poderia melhorar-se por práticas ascéticas e ingestão de drogas, até atingir a perfeição e a imutabilidade do ouro.

Porém, a partir do século V a.C. aparece a sabedoria chinesa. Com os ensinamentos de Confúcio (c551-c479 a.C.), Mo-Tzu, no quinto século, e de Lao-Tzu, que floresceu cerca do ano 300 a.C., algo novo aparece na China. A idéia de que o taoísmo remonta às confrarias dos ferreiros, detentores das artes mágicas e segredos divinos, não pode contrapor-se à idéia do aparecimento do pensamento sapiencial na China. Com efeito há no taoísmo aspectos míticos e antigos; porém, esses são agora interpretados pela sabedoria do Tao. Aliás, todas as sabedorias das várias civilizações sapienciais incorporaram mitos anteriores, transformando-os em sabedorias. Mas, o caráter destas últimas é radicalmente diferente dos primeiros. Por exemplo: na técnica mágico-mítica, aquele que conseguisse obter o ouro a partir do cinábrio adquiriria imortalidade se absorvesse o outro potável. Com o advento da sabedoria de Lao-Tzu, as virtudes do ouro ou do cinábrio são interpretadas através da dinâmica dos opostos Yang e Yin (os princípios do masculino, claro e celeste, e do feminino, obscuro e terrestre) conduzidos à conjugação, pela conduta do alquimista pautada na sabedoria do Tao. A partir de então, o alquimista não será mais somente um artesão ou um mágico; ele é, também, um sábio que entende os princípios que regem a realidade. Ele sabe como e por que, ao manipular os metais para purificá-los até a forma de ouro, adquire ele mesmo perfeição ao obedecer ao Tao. A palavra "Tao" é grafada, em chinês, por dois sinais: "cabeça" e "caminhar", que correspondem a "caminhar conscientemente". Ela foi traduzida por: sentido, caminho, providência e, até, Deus. Aparece algumas vezes conotando a luz (daí consciência) e vida (daí caminho) e finalmente como essência (aquilo que existe por si mesmo). O Tao domina tanto o homem como o céu e a Terra; daí sua harmonia com o princípio alquímico do parentesco entre alma e cosmo. O célebre historiador da ciência chinesa Joseph Heedham afirma que a alquimia chinesa nasce pela adoção, por parte dos sábios taoístas, das técnicas artesanais e dos curandeiros.

Embora haja menções a alquimistas em escritos chineses do segundo século antes de Cristo, o primeiro alquimista chinês razoavelmente conhecido é Ko Hung (343-283 a.C.), cujo livro, publicado sob o pseudônimo de Pao p'u tzu, contém dois capítulos sobre elixires de longa vida, baseados em mercúrio e arsênico.

Contudo, sábios, alquimistas e artesãos formavam grupos sociais diferentes; os primeiros buscavam a perfeição através da sabedoria, evitando qualquer esoterismo. Os segundos procuravam a transmutação dos metais, sabendo que isso se faria simultaneamente com a obtenção da própria perfeição e longevidade. Os terceiros procuravam a simples fabricação de ouro vulgar; porém, havia ainda alguns que se dedicavam a contrafação do outro por motivos desonestos.

Mais tarde, a alquimia chinesa, sob o influxo do budismo tântrico, tomou um novo rumo. A operação alquímica veio a ser entendida como fazendo-se, não no forno ou vaso alquímicos, no próprio corpo do alquimista. Contudo, a lei original chinesa do Tao mantém-se. É ela que guia a prática ascética para atingir a perfeição e a imortalidade, pela meditação, pelo controle da respiração e pela retração do sêmen na união sexual. Está escrito no livro chinês "O Segredo da Flor de Ouro", com palavras do mestre Lu-Tzu, que "os adeptos ensinaram as pessoas a manter o originário e preservar o uno", isto é, o movimento circular da luz e a preservação do centro.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nº de celulares no Brasil

Números divulgados pela Anatel referentes ao final de fevereiro:

1) 176 milhões de celulares;
2) 146 milhões (82,5%) são pré-pagos;
3) A operadora Vivo é a líder com 52,9 (29,9%) milhões de linhas, depois vem a Claro com 25,5%; TIM 23,6% e por último a Oi com 20,5%.

Comentário do blog do Roberto Moraes: Embora se saiba há tempos que os pré-pagos são maioria, o percentuaç de 82% é superior em muito ao que se poderia imaginar.

Perfil do emprego no Norte Fluminense

O economista Alcimar das Chagas Ribeiro da Uenf, aqui em seu blog "Economia do Norte Fluminense"divulgou, ontem e hoje, uma análise da situação nos municípios do Norte Fluminense, no mês de fevereiro. A análise está divida em duas partes, nos municípios com população acima e abaixo de 30 mil habitantes. Sobre os de população acima de 30 mil habitantes, ele escreveu:

"A trajetória do emprego nos municípios com mais de 30 mil habitantes na RNF"
"A movimentação de emprego nos municípios com mais de 30 mil habitantes na Região Norte Fluminense indica a manutenção de dificuldades no contexto da dinâmica econômica. Apesar da contribuição positiva de Campos dos Goytacazes em fevereiro, pela geração de 298 novas vagas, o saldo acumulado em 2010 foi negativo para os quatro municípios. Macaé ampliou o número de vagas destruidas, em função dos resultados negativos nos dois meses deste ano, assim como, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana.

O bom resultado de Campos em fevereiro, se deu por conta do saldo positivo na construção civil, onde foram criadas 274 novas vagas, na indústria de transformação, onde foram criadas 115 vagas e nas atividades de serviços, onde foram criadas 86 novas vagas. Em Macaé, as ocupações que pesaram no saldo negativo foram: construção civil com menos 275 vagas, indústria de transformação com menos 230 vagas e comércio com menos 16 vagas. Em São Fidélis, a cosntrução civíl, a indústria de transformação e o comércio, constribuiram para o saldo negativo, enquanto em São Francisco de Itabapoana, as ocupações responsáveis pela desemprego foram a construção civil e a agropecuária.

Pelo apresentado nos dois primeiros meses deste ano, a trajetória de problemas com emprego de 2009 pode continuar em 2010 na região".


Monóxido de dihidrogênio: substância perigosa!


Sergio Henrique Martins

Redator e revisor do Portal da Educação Pública

Caro leitor, por favor, leia com atenção o que vem a seguir.

"Pelo banimento do monóxido de dihidrogênio!

Trata-se de uma substância que mata milhares de pessoas todos os anos. Na maioria dos casos, as vítimas inalaram-na acidentalmente. Só que os efeitos nocivos, infelizmente, não se limitam a isto. A ingestão da substância pode causar náuseas e vômitos e a exposição prolongada à sua forma sólida pode danificar severamente, às vezes de modo irreversível, tecidos vivos.

O monóxido de dihidrogênio é o principal componente da chuva ácida, contribui para o Efeito Estufa e a erosão em áreas naturais, acelera a ferrugem de muitos metais e pode causar defeitos em aparelhos elétricos. Tem causado danos a propriedades estimados em milhões de dólares.

A substância está presente em todo o planeta - inclusive em áreas remotas como a Antártica -, no mar, em lagos e reservatórios! É amplamente utilizada em atividades humanas, como solvente industrial, na refrigeração, no combate a incêndios e até na produção de alimentos. Está presente, também, nos sistemas de usinas nucleares. Nas cidades e no campo, após ser usada, é lançada no ambiente, na maioria das vezes sem qualquer cuidado prévio!

Os governos não cogitam proibir a produção, a distribuição nem o uso do monóxido de dihidrogênio. Consideram-no importante para a economia. Os militares têm feito experiências com a substância, gastando milhões no desenvolvimento de meios para utilizá-la em situações de guerra. As instalações militares recebem-na através de uma sofisticada rede subterrânea de distribuição, e fazem estoques dela".

E agora? Se houvesse um manifesto pela proibição do uso do monóxido de dihidrogênio, você o assinaria? Nos Estados Unidos, várias pessoas assinaram uma petição com essa finalidade. E pela Internet várias mensagens circularam alertando para os riscos da substância e conclamando a sociedade a se unir para bani-la. O texto entre aspas é uma livre tradução de uma dessas mensagens.

Se o leitor já não percebeu faz tempo, o problema é que o monóxido de dihidrogênio nada mais é do que a água. O nome químico dá a dica: monóxido indica a presença de um átomo de óxigênio, e dihidrogênio, de dois átomos de hidrogênio. H2O, portanto.

Por razões óbvias, o texto entre aspas soa ridículo. Por outro lado, pode nos fazer pensar, pois não deixa de ser uma peça de comunicação convincente para os distraídos ou desinformados.

Nenhuma das afirmações do texto é incorreta. Inalar água pode ser fatal, como provam os afogamentos que, de fato, a cada ano, vitimam milhares de pessoas. Se estiver contaminada, sua ingestão pode muito bem levar à náusea e ao vômito. E o contato prolongado do tecido com o gelo produz queimaduras e pode causar necrose. Daí por diante, se desejar, o leitor pode conferir por si mesmo a veracidade do texto.

Que, justamente por combinar verdades no sentido de uma conclusão absurda, pode muito bem ser usado por educadores. Um professor pode entregar cópias do "alerta" aos estudantes e, sem lhes dizer que se trata de um trote, solicitar que após lê-lo atentamente eles debatam sua proposta. É um teste de atenção, conhecimento e pensamento crítico. Depois de revelado o teor nonsense da mensagem - e a descoberta provavelmente vai causar surpresa, despertar curiosidade e, assim, aumentar o envolvimento do grupo da atividade -, o educador pode estimular os alunos a comentarem a estratégia de convencimento usada no texto e a debaterem como um discurso pode usar os fatos para reforçar ou enfraquecer pontos de vista, mesmo os mais aberrantes.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Segura a calça governador!

Segura a calça governador!



O intrépido e serelépido fotógrafo César Ferreira flagrou a cena ao lado na caminhada pró-royalties ontem, no Rio. A calça do governador Sérgio Cabral caiu e suas partes só não foram vistas porque foram cobertas pela camisa. Atenta, preservando o seu patrimônio, que de público não tem nada, a primeira dama, Adriana Cabral, rapidamente incumbiu-se de fechar com força o cinto de segurança institucional. Preocupado com a exposição da mata atlântica do governador, o ministro Carlos Minc acompanhou com atenção o trabalho.


[Fotos: César Ferreira]

Protesto em algumas capas



Confira imagens da manifestação de hoje no Rio

Abaixo, imagens da manifestação pró-royalties pelas regras atuais, realizada hoje no Rio. As fotos são de Shana Reis, da Assessoria do Governo do Estado do Rio.
[Fotos: Shana Reis / Secom RJ]








OS PRINCIPAIS PONTOS ENVOLVIDOS NA DISCUSSÃO DOS ROYALTIES


1) O que são royalties?
Os royalties são uma compensação financeira que as empresas que exploram e produzem petróleo e gás natural precisam pagar ao Estado.

2) Por que os royalties são pagos?

Eles foram criados para remunerar a sociedade pela exploração do petróleo e do gás natural, que são recursos escassos e não-renováveis.
3) O que é participação especial?
Quando o volume de óleo em um campo é muito grande ou tem perspectivas de grande rentabilidade, paga-se a participação especial em vez do royalty.
4) Como é a distribuição dos royalties atualmente?
Pelo modelo atual, as empresas que vencem a concessão para explorar a área do petróleo pagam royalties e participação especial; esses valores são divididos entre União, estados e municípios, direcionando percentuais maiores a aqueles que são produtores. O atual modelo de pagamento está em vigor desde 1998, quando passou a vigorar a Lei do Petróleo.

5) Por que o governo propôs uma nova divisão para o pré-sal?


Como os poços do pré-sal têm riqueza potencial maior (dadas as estimativas de grande volume e alta qualidade do óleo), o governo entendeu que seria justo que os outros estados e municípios recebessem uma parcela maior da riqueza.

6) Qual era a proposta inicial do governo?


A intenção do governo, que havia fechado acordo em dezembro de 2009 com líderes da Câmara e governadores, era aumentar o percentual recebido por estados e municípios que não produzem petróleo. Seria mantido, no entanto, um percentual maior para estados e municípios produtores e afetados por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás.
7) Por que a proposta mudou?
O acordo não atendeu a reivindicações de bancadas estaduais dos partidos na Câmara. Os parlamentares viram na discussão a possibilidade de aumentar recursos para suas regiões e passaram a apoiar Emenda Ibsen, que foi aprovada na semana passada.
8) O que mudou?
A emenda Ibsen propõe que a União fique com 40% dos royalties e 50% da participação especial; todo o restante do dinheiro seria dividido entre estados e municípios pelas regras dos fundos de participação, sem diferenciação entre estados e municípios produtores ou não.
9) Quais os principais pontos polêmicos da proposta?
A Emenda Ibsen não muda só a distribuição dos royalties do petróleo do pré-sal que será explorado no futuro: altera também o presente e o passado, incluisive as reservas do pós-sal que já estão sendo exploradas, o que afeta o orçamento de estados que já estão habituados com a receita vinda do óleo.
10) O que é necessário para que a proposta seja aprovada?
Agora que já foi aprovado pela Câmara, precisa da aprovação no Senado e da sanção do presidente Lula. Caso passe pelo Senado, a expectativa é que a mudança seja vetada pelo presidente.

11) Quem é a favor da emenda Ibsen?


O deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), autor da emenda, diz que o texto respeita a Constituição, que determina que o patrimônio encontrado no mar não pertence a nenhum estado, mas à União. Segundo Pinheiro, os estados só são considerados produtores quando o petróleo é encontrado em terra.

12) Por que o Rio de Janeiro é contra a emenda?


Estudo feito pela assessoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) mostra que 86 municípios fluminenses teriam grande perda de arrecadação. O governo do estado do Rio de Janeiro também seria fortemente prejudicado e perderia já no próximo ano cerca de R$ 4,8 bilhões em arrecadação. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chegou a chorar por causa do assunto e convocou a população fluminense para sair às ruas e protestar contra a mudança.
13) Quem mais é contrário à emenda?
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 disse que a eventual perda de parte dos royalties do petróleo pelo Estado do Rio de Janeiro devido à emenda Ibsen terá impacto negativo na organização do evento e poderá, no limite, representar uma quebra do contrato assinado com o Comitê Olímpico Internacional (COI).